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Posts Tagged ‘samba’

Quando vem a madrugada, meu pensamento vagueia
Corro os dedos na viola, contemplando a lua cheia
Apesar de tudo existe, uma fonte de água pura
Quem beber daquela água não terá mais amargura

Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão

Cantado por Beth Carvalho, na primeira vez em que eu a vi cantando ao vivo.

*

Canta, canta minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar

Cantado alto e forte por Leci Brandão (e eu), ontem à noite.

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Sambinha na Rua do Ouvidor pra comemorar os 40 anos do Rodrigo

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Isso é que é samba no pé!

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Velha Guarda do Império lá em Madureira

Hoje tem um programa imperdível!

Pra oferecer um pouco de diversão ao pessoal de Madureira e bairros adjacentes, o pessoal lá do Império Serrano resolveu montar uma série de show de altíssima qualidade. Em todas as primeiras sextas-feiras do mês a Velha Guarda da escola vai chamar convidados para uma noite animada e boa música.

A estréia, hoje, conta com Monarco e a galera do Galocantô. A abertura do show será feita pelas Meninas da Serrinha.

Pra ficar melhor, é baratinho: R$ 5,00 para os “hômi”, e “di grátis” para as moçoilas.

Começa às 20h.

Graças a uma cadeira reservada, eu estarei lá.

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Aniversário do Edu

Domingo no Trapiche Gamboa. Aniversário do amigo Edu. Mesinha no fundo, protegida dos animados – e, mais tarde, bêbados – sambistas. Perna debaixo da mesa, músculos tensos. Muletinhas do lado, para uma emergência. Vários companheiros que eu não via há tempos. Outros havia visto há pouco, mas a clausura aumenta a saudade. Grupinho de paulista fazendo um samba bom, mas que soava diferente. Dia 29, tradicional dia de nhoque da fortuna. Afortunados são aqueles que têm um amor, como eu (mas isso é assunto para outro post).
Como são boas estas saidinhas… Só foi dureza ficar sem sambar!

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Isto sim é que é ângulo de joelho em recuperação!

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O primeiro drinque em mais de 40 dias. E ficou num só. Lá se foi a minha resistência…

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Teve até canja da Beth!

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Pra tudo se acabar na quarta-feira

Taí, apesar dos pesares este foi um ótimo carnaval. Muita diversão, muita paz, tudo na maior tranqüilidade, muitos amigos, muito samba, quanto riso, oh, quanta alegria. É claro, o carnaval é uma ilusão e tudo se acaba na quarta-feira. Não precisava acabar com um balde de água fria na nossa cabeça, mas, paciência.
Muitas fotos, muitos confetis, muitos beijos e abraços.
Teve fada, onça, he-man, mãe de santo, Fred Flinstone e até coelho assado.
Boitatá delicioso, desfile emocionante, Rancho lotado (Alfredinho tava numa alegria só, por baixo da barba), experiência maravilhosa de ver o Cacique de Ramos na Rio Branco, como nos antigos carnavais do subúrbio. Não se pode deixar que isso seja apagado pela apuração de ontem. Até porque, sabemos há tempos, aquilo não é pra ser levado a sério, não é mesmo?

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As fotos estão aí:

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Nada contra a Beija-Flor (tá, tá quase nada…). Embora eu ache que ela seja queridinha, parece que fez um bom desfile. Esse eu não vi.
Agora, Grande Rio é um pouco demais, não é??

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Nunca na vida torci pelo Salgueiro, mas este ano foi uma injustiça muito grande. Merecia no mínimo ir para o desfile das campeãs.

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Adoro a Portela, mas 10 em alegoria com o primeiro carro mais feio da história???

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Alguém lembrou de contar pra Preta Gil que rainha de bateria tem que 1. saudar os ritmistas e 2. SAMBAR??

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Porto da Pedra na frente do Império e da Mocidade?? HEIN???

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Sabe aquela história de “imperiano de fé não cansa”? Pois é.

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Agora, é curioso fazer a análise econômica e ver que quem tem mais (dinheiro de bicheiro) levou, né?

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Pois que seja no grupo de acesso, ano que vem estaremos lá de novo. Só é triste saber que muito provavelmente um trabalho sério pode ser, em breve, jogado no lixo.

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Ah sim, no site do jornal O Dia tem um fórum (O resutado foi justo?) onde se pode comentar sobre a apuração de ontem. Os comentários mais engraçados vêm dos tricolores: “se ele [Horcades] entendesse de conjunto, o Fluminense não estava na M. que está.”

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Pra relaxar, um pouco do Rancho Flor do Sereno e um pouco do Cacique de Ramos. Bem pouco, mas é só pra dar o gostinho mesmo.

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E chegou a hora da folia!

Foram mais de 40 dias de preparo fisico intenso. É claro não era exatamente pro carnaval que eu estava me preparando, mas vai ser muito útil nos próximos 4 dias. Um par de joelheiras, músculos estimulados, acessórios coloridos e muitos sambas na ponta da língua. Infelizmente não tenho mais o pique de alguns anos atrás. Meu fígado nunca foi resistente, minhas pernas muito menos. Chega uma hora em que eu desligo. Por isso mesmo aprendi a ser comedida, a fazer tudo em doses homeopáticas pra que a energia dure todos os dias. Não esperem me encontrar em blocos lotados, e tenham paciência com as vezes em que eu terei que descansar sentada no meio fio. Ainda quero ter muitos carnavais pela frente.

Estou guardando minhas energias para o domingo, pro momento em que eu serei completamente verde e branco. Porque eu levo essas coisas muito a sério. Porque eu tenho o mínimo de respeito pelas pessoas que julgam aquele momento o mais importante de suas vidas, um momento pelo qual elas trabalharam durante um ano inteiro. Viro um general, muito pior do que os temidos diretores de harmonia. Fico na primeira fila brigando com a ala da frente.


Não, não sou vira-casaca. Quando eu tinha 9 anos de idade, eu queria ser porta-bandeira do Império Serrano. Por quê? Talvez porque eu passasse na frente da quadra algumas vezes por semana, e ficava olhando pelo buraquinho, querendo saber o que se escondia lá dentro. Talvez porque tio Calixto (dos pratos) era meu vizinho. Talvez porque eu gostasse dos sambas. Um dia virei Mangueira. Foi por causa do rosa, eu achava lindo. Foi também porque filha única acha que os gostos do pai é que são os certos. Sei lá.

O fato é que por caminhos inesperados, eu voltei ao Império. A Mangueira é de todos. É do Cartola e do Chico. Mas é também dos playbóis, turistas e globais. O Império não. Lá eu me sinto em casa. É como se eu conhecesse todo mundo, como se eu pudesse sentar à mesa com as tias da Velha Guarda e falar das coisas que só existem no subúrbio. Como se elas fossem mesmo minhas tias. É poder sambar na quadra sem achar que a qualquer momento vai ter pancada. Porque lá nao tem. É ir aos shows e dizer “oi” pra todo mundo.

Então, neste ano, a Mangueira que me desculpe, mas meu coração é Imperial.

Eu sou de lá
Eu vi o Império nascer
Eu vi o Império lutar
Eu vi iaiá
Eu vi o Império vencer

(Sou Imperial – Avarese)

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