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Posts Tagged ‘letras’

:-)

Voltei pro morro
Onde está o meu cachorro
Meu cachorro viralata
Minha cuíca e meu ganzá
Voltei pro morro
Onde está o meu moreno
Chamei ele pro sereno
Porque se eu não me esbaldar eu morro
Voltei pro morro
Onde estão minhas chinelas
Eu quero sambar com elas
Vendo as luzes da cidade
Voltei, voltei, voltei
Ai se eu não mato essa saudade eu morro
Voltei pro morro, voltei
Voltando ao berço do samba
Que em outras terras cantei
Pela luz que me alumia
Eu juro
Que sem a nossa melodia
E o swing dos pandeiros
Muitas vezes eu chorei, chorei
Eu também senti saudade
Quando esse morro deixei

(Voltei pro Morro, de Vicente Paiva e Luiz Peixoto, na voz de Maria Bethânia)
Foto: Rua do Jogo da Bola, Morro da Conceição, Rio. Fim de tarde de domingo.

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>> dor de partir <<

Dizem que não há dor pior que dor de parto. Você faz força e parece que não vai conseguir. Não sei. Outros dizem que pior que dor de parto só a de pedra nos rins. Parece que é um negócio enlouquecedor. Que você faz de tudo pra expulsar a dor, mas ela é que decide quando vai embora. Mas dor de dente, daquelas de fazer canal, essas sim são de socar a parede. Não há nada que faça parar, a não ser quando a gente arranca o nervo. É quase arrancar o mal pela raiz. Dor de ouvido. Dor de ouvido também é de matar. Parece que a cabeça vai explodir. E faz doer os dentes. E os ossos. Dor de garganta, amigdalite, é um horror também. Fica tudo preso naqueles poucos centímetros quadrados, a gente nao come, não tem forças pra nada. No meu caso, talvez eu pudesse falar melhor sobre dor de joelho. A dor até que é fácil de levar, mas a insegurança, essa não tem solução. E poderíamos ficar horas aqui citando mais um monte de dores doloridas e dolorosas, dor de barriga, dor de estômago, enxaqueca, cisco no olho, pé quebrado, corte na mão, espinha dentro do nariz… Mas definitivamente não há dor maior do que aquela de brigar com o amor, de saber que a última coisa do mundo que ele quer é encostar em você (e você se violenta enconstando nele, e ele te repele e você prefere morrer), de saber que ele preferia estar sozinho, ou pior, ser sozinho, nem que seja por um dia ou dois, mas você está ali e ficam os dois se violentando e você não consegue expulsar a dor e a cabeça parece que vai explodir e você quer dar soco na parede e quase não consegue controlar a insegurança e não tem vontade de comer e nem de dormir e quer que passem logo dois dias porque você torce pra que dali a dois dias esteja tudo bem e você acha que se você não existisse tudo seria mais fácil e você se sente um estorvo e quer sumir porque tem certeza, você tem certeza de que ele vai desistir de tentar e você não vai suportar uma dor maior do que essa, mesmo que ele te diga que não quer desistir, mesmo que você saiba que debaixo da cara feia ainda tem o amor, e você faz de tudo pra encontrar esse amor e só encontra a cara feia, a repulsa, a raiva e aí você tem certeza mesmo de que tudo está perdido e chora pra ver se a dor pode ser diluída e ela não pode e você chora mais e a cabeça parece que vai explodir. Tem dia que a gente vai dormir rezando por uma dor de dente.

Quatro da manhã
Dor no apogeu
A lua já se escondeu
Vestindo o céu de puro breu
E eu mal vejo a minha mão
A rabiscar
Esboço de canção.

Poesia vã
Pobre verso meu
Que brota quando feneceu
A mesma flor que concebeu
Perdido na alucinação
Do amor
Acreditando na ilusão.

Canto pra esquecer a dor da vida
Sei que o destino do amor
É sempre a despedida
A tristeza é um grão
Saudade é o chão onde eu planto
No ventre da solidão
É que nasce o meu canto.

No ventre da solidão é que nasce o meu canto…

(Lavoura – Teresa Cristina e Pedro Amorim)

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Your eyes seek conclusion in all this confusion of mine
Though you and I both know it’s only the warm glow of wine
That’s got you to feeling this way, but I don’t care,
I want you to stay
Just to hold me and tell me you’ll be here to love me today

Children are dancin’, the gamblers are chancin’ their all
The window’s accusing the door of abusing the wall
But who cares what the night watchmen say
The stage has been set for the play
So just hold me and tell me you’ll be here to love me today

The moon’s come and gone but a few stars hang on to the sky
The wind’s runnin’ free but it ain’t up to me to ask why
But the poets are demanding their pay
And they’ve left me with nothin’ to say
‘cept hold me and tell me you’ll be here to love me today
Just hold me and tell me that you’ll be here to love me today
Just hold me and tell me that you’ll be here to love me today

(Be here to love me – Norah Jones)

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Intimidade

A time for summer skies
For hummingbirds and butterflies
For tender words that harmonize with love

A time for climbing hills
For leaning out of windowsills
Admiring daffodils above

A time for holding hands together
A time for rainbow coloured weather
A time of make believe that we’ve been dreaming of

As time goes drifting by
The willow bends and so do I
But all my friends whatever skies above
I know a time for spring
A time for fall
But best of all
A time for love

A time for holding hands together
A time for rainbow coloured weather
A time of make believe that we’ve been dreaming of

As time goes drifting by
The willow bends and so do I
But all my friends whatever skies above
I know a time for spring
A time for fall
But best of all
A time for love

(Jamie Cullum)

*
Foto: Flor no Jardim Botânico – Domingo, 14.01.07, by F.

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