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Posts Tagged ‘devaneios’

Rio-SP, 22/04, 16:50

Eu lembro da primeira vez que andei de avião. Eu era muito menina e estávamos indo a Brasília para visitar uma tia que morava lá. Eu acho que senti medo, mas me lembro de a curiosidade de voar ser muito maior. Entramos no avião, eu sentada no assento entre os dos meus pais. Apenas o barulho do ar condicionado e, para mim, nada acontecia. Perguntei por que não saíamos do lugar. Foi quando meu pai subiu a proteção da janela e eu tive a primeira visão realmente impactante da minha vida: eu estava no meio das nuvens! Nunca mais me esqueci daquela sensação, e sempre que vôo faço questão de ficar à janela, mesmo sentindo aquele frio na barriga usual de quem tem muito medo de morrer de forma trágica. [Já mencionei que quero viver até os 100 anos, né?] Efetivamente acho que poucas visões são mais marcantes do que ver o mundo de cima. Acho que foi aquela visão na infância, das nuvens de algodão doce, que despertou em mim o fascínio por imagens de satélite, fotografias aéreas, saltos de pára-quedas e desejos por viagens espaciais. Para cima, cada vez mais alto. Essa imagem é o que mais se aproxima da minha idéia de liberdade.
O avião entrou numa área de turbulência assim que decolou do Galeão. Nuvens cinza, muita instabilidade. Um pouco mais a frente, mais pra cima, e lá estavam elas me esperando: as nuvens algodão doce, com seus desenhos misteriosos. É uma pena não ter trazido a câmera: a luz do sol de fim de tarde está dando às nuvens um cor realmente impressionante.
Entre um gole de guaraná e outro, encosto a cabeça no vidro da janela e fecho os olhos, voando mentalmente no meio das nuvens, acima das montanhas. Acho que não gosto de aves porque tenho inveja delas.

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Nota da volta: que lindo é ver o Rio de cima!

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E se passaram 6 dias…

Sobre telefonemas e visitas A primeira pessoa que disse que são os momentos ruins que nos mostram quem são pessoas que realmente nos querem bem, esta pessoa estava certíssima. É também neste momento que nos surpreendemos com presenças até então ignoradas e, tristemente, nos deparamos com ausências indesejadas (mas nem tão surpreendentes assim). Mas como estou num momento look at the bright side of life (umas das coisas mais valiosas que meu querido amigo Miguel – saudade – me ensinou), tenho estado muito feliz com algumas surpresas. Elas têm me ajudado a manter o bom humor nestes tempos de imobilização.

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Sobre joelho e ciurgia A quem interessar possa: aparentemente está tudo bem, correndo no tempo certo, que, para minha inquietação total, é lento. Nem sempre estou sorrindo, me pego muitas vezes chorando, sei que existem coisas piores no mundo, mas só nós sabemos como as coisas realmente nos atingem, não é mesmo? Obrigada, queridos, por tentarem compreender.

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Alegria de dona de casa Eu achei que merecia um presente. Tenho me comportado direitinho, tenho tentado ser paciente. Resolvi então suprir uma necessidade que há quase seis meses (serão completados amanhã!!! IUPPIIII!) se mostrava cada vez mais urgente. É, eu comprei a geladeira. E queridos três leitores, ela é LINDA!!! Prometo tirar fotos dela, ali, na colorida cozinha dessa casinha que eu tanto adoro, assim que eu puder me movimentar. Ah, como ela está linda lá! Sim, fiz questão de levantar para recebê-la, quis estar presente quando ela fosse ligada, e entreguei nas mãos da pessoa mais confiável do mundo para limpá-la e arrumá-la: minha mãe. E aí, meus queridos, na próxima vez que eu tiver que levantar da cama eu vou até lá, vou abrir suas portas e finalmente acreditar que ela é minha! Ah, como é simples ser feliz!

Ah sim, e agora, além de um fogão novinho, temos uma geladeira em perfeito estado para vender, ideal para solteiros. É só deixar entrar em contato conosco!

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Mais alegria de dona de casa Quem diria que estes momentos difíceis seriam perfeitos para acabar com certas pendências por aqui. Minha mãe nos deu um colchão, o que significa que em uma semana teremos o sofá-cama completo, um escritório que poderá ser usado como sala de TV, e, finalmente, um quarto para receber visitas! 🙂 Viram como é fácil ser feliz?

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Realmente perdida Ontem, na deliciosa companhia da amiga (amiga muito querida, viu?), me aventurei em LOST. A Rô também nunca havia visto nenhum episódio, e desde que eu soube que teria que ser operada, decidi que nestes dias de imobilização eu pegaria os DVDs, um a um, pra tentar entender porque todas as pessoas que conheço são viciadas nesse seriado. Pedimos o DVD, e resolvemos que se não gostássemos do primeiro episódio, partiríamos para os DVDs de Gilmore Girls que a Rô trouxe. Pois então, pipocas e refrigerante a postos, chocolate e sorvete, lá fomos nós. Dispostas, claro, a não gostar. E aí, queridos três leitores (tá, a esta altura do campeonato devem ser apenas dois), três horas se passaram sem que desgrudássemos os olhos da tela, esperando pelo próximo mistério, pela revelação de mais um segredo, pelo próximo susto. E sabem o que aconteceu quando estávamos no melhor da festa, na maior das expectativas???? O DVD acabou. Acabou, minha gente! O volume 1 acabou. Mas o mais grave vocês não sabem… Os dois seguintes não estão lá na locadora. E são sete só da primeira temporada! Ainda falta tanta coisa a ver até conseguir acompanhar o que está acontecendo hoje! Por essa eu não esperava, gostar de LOST não estava nos meus planos!

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Inveja de BBB Acabou de passar um flash do BBB durante o Vídeo Show, e eu descobri uma coisa. Aimeudeus, como eu queria uma cozinha como aquela!!

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Um dos 5 melhores policiais da minha vida Acabei de ler O Pálido Olho Azul, de Louis Bayard, hoje pela manhã. Eu não estava errada, o livro é ótimo! Daqueles que prendem do início ao fim, e que não param de surpreender. Daqueles que a gente fica morrendo de pena quando acaba.
Só me equivoquei em relação a uma coisa. Ao contrário do que eu disse pra Rô ontem, a história daria um grande filme, fazendo os cortes necessários no enredo. Daqueles que a gente vai querer ter o DVD pra rever.

Mais informações sobre o livro aqui e aqui.
E a página do autor é aqui.

Descobri que os outros 3 livros dele parecem muito interessantes (um deles é outro thriller) e que O Pálido Olho Azul é o único no Brasil. Então, aqui vai um pedido:

Querida Editora Planeta,
Gostaria muito que vocês trouxessem os outros livros do escritor Louis Bayard.
Se precisarem de tradutores, tenho o inglês quase perfeito e uma certa experiência em tradução. E, nestes tempo de imobilização, muito tempo disponível.
Ah sim, e uma grana extra não seria nada mal.
Obrigada.
Se precisarem, é só mandar um email.

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Correria

Faltam 8 dias pra cirurgia e ainda há um monte de coisas a serem resolvidas. Muitas coisas de trabalho, outras de saúde, outras operacionais e logísticas.

A cirurgia em si não me preocupa. Sei que vai dar tudo certo. O que me preocupa é o caos em que vai se transformar minha vida nos 3 (ou mais) meses de pós-operatório. Três semanas sem o pé no chão, mais alguns meses de uma lenta recuperação. Eu, mulher independente e auto-suficiente, tendo que incomodar as pessoas, tendo que depender de alguém até pra beber água, fazendo com que outras pessoas tenham que mudar suas rotinas por minha causa. Vai ser difícil fazer com que eu fique quieta, é um fato.

E a bagunça, a roupa, a louça (ai, meu deus, a louça…), as compras, o lixo… (pobre Dorinha…)

Vai ser um saco, mas eu vou ter que acostumar. Muitos livros, apostilas, DVDs, artesanato, internet, trabalho à distância. Acho que em 3 meses dá pra fazer muita coisa…

Faltam só 8 dias e eu ainda não consegui minha licença médica!!

Será que daqui a uns 4 ou 5 meses vai ter algum concurso bom?

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Duas perguntas que não querem calar…

1. Por que platéias de eventos de poesia são sempre compostas por maioria esmagadora de chatos??

2. O que leva um homem com mais de 40 anos a se inscrever em comunidades do ORKUT com o título “eu tenho TPM”???

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