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Archive for the ‘Literatura’ Category

(Poucas) Leituras

2010 e 2011 foram anos de pouca leitura, infelizmente. Obras, mudanças (físicas, psicológicas, espaciais) e trabalho, muito trabalho, me impediram de manter o ritmo anual de que eu tanto gosto, de pelo menos 2 livros por mês. Os dois últimos anos foram um desastre neste quesito. Li muitos livros técnicos (que eu nunca incluo na minha lista). E como eu não consigo deixar de comprar livros e como – felizmente – sempre ganho muitos em datas comemorativas, o resultado é que tenho uns 30 livros aqui na fila. Vamos ver se 2012 engrena!!
Aí vai a pouca coisa que li.

*1. Comer, rezar amar (Elizabeth Gilbert)
*2. A Rainha do Castelo de Ar (Stieg Larsson)
*3. You mean I’m not lazy, stupid or crazy?! (Kate Kelly & Peggy Ramundo)
*4. Tendência à distração (Edward M. Hallowell)
*5. O marido perfeito mora ao lado (Felipe Pena)
*6. Céu de Origamis (Luiz Alfredo Garcia-Roza)
*7. Vou chamar a polícia (Irvin D. Yalom)
*8. O Balneário (Manuel Vazquez Montalban)
*9. Caixa de Desejos (Ana Cristina Melo)
*10. Jogue Fora 50 Coisas (Gail Blanke)
*11. Mentiras no Divã (Irvin D. Yalom)
*12. Não existe crime perfeito (Connie Fletcher)
*13. Sussurro (Becca Fitzpatrick)
*14. Bussunda – a vida do Casseta (Guilherme Fiuza)
*15. Colapso (Jared Diamond)
*16. Conservation Psychology (Susan Clayton & Gene Myers)
*17. Cada Dia Mais Perto (Irvin D. Yalon)
*18. A Filha do Livreiro (Marcela Tagliaferri)
*19. Casados com Paris (Paula McLain)

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Julie & Julia – o filme

Em abril do ano passado eu estava indo pra SP dar uma aula. Pra variar, cheguei cedo demais no aeroporto e pra variar o vôo estava atrasado. Não estava a fim de ler nada do que tinha na minha mochila e resolvi passear na livraria. Dei de cara com essa capa vermelha convidativa: 524 receitas, 365 dias. Nem pensei duas vezes, comprei na hora.

Devorei o livro todo nas pontes aéreas daquela semana.

Lógico que o fato de ser um livro que envolvia culinária me fascinou. Ainda mais envolvendo a Julia Child, que era uma personagem e tanto! E aquelas receitas divinas, uhmmmm….

Mas não era só isso. Era o fato de eu me sentir tão perdida quanto, de achar que passei dos 30 sem ter conquistado nada (o que, eu sei, é um exagero de minha parte, mas o exagero faz parte de mim), e, principalmente, de achar que eu não tinha objetivos de vida. Na verdade tenho muitos, mas quero/gosto de muitas coisas, e começo vários projetos e atividades ao mesmo tempo, o que faz com que terminá-los ou dar continuidade a eles seja muito difícil. Algum psiquiatra deve explicar. Mas por enquanto ainda tenho medo de ouvir as razões para que o meu cérebro seja tão confuso. O fato é que eu já havia tentado fazer algo semelhante (projeto doido + deadline) e não havia conseguido cumprir, talvez porque não tenha ficado suficientemente obcecada por ele. Mas saber que há alguém tão confusa quanto eu e que consegue ir até o fim em algo é reconfortante e enche de esperança. rs

A história é fascinante e divertidíssima, e vocês podem ler aqui o que eu escrevi na época.

No sábado fui ver o filme, baseado neste livro e no que conta a vida da Julia Child em Paris (Minha vida na França, que eu ainda preciso comprar). Eu preciso mesmo dizer que eu ADOREI? Achei perfeita a forma como uniram a vida de ambas. As cenas em que a Julie cozinha são tão divertidas quanto no livro, a vida da Julia é fascinante, assim como conhecer a história do livro de receitas que se tornou o mais famoso dos EUA e dos mais famosos do mundo. A trilha sonora é perfeita, Maryl Streep é perfeita, Amy Adams é uma fofa. Desossar um pato parece a coisa mais simples do mundo. 

Acho uma pena que a Julia nunca tenha aceitado conhecer a Julie. Mas dizem que ela era mesmo um pouco turrona.

O box com os dois volumes de Mastering the Art of French Cooking está custando só 49 dólares na Amazon. Ah, se eu não estivesse tão descapitalizada…

Saí do cinema com uma vontade LOUCA de cozinhar. Ao invés disso, fomos jantar no Le Blé Noir. Era francês, tava valendo.

Falta muito pra sair o DVD? Quero ver mais!

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Efeito FLIP

É sempre assim: eu saio da FLIP e muitos livros são adicionados à minha lista de desejos.

Agora quero ler também:

– Mentiras do Rio (Sérgio Léo) e Momento Mágico (Márcio Ribeiro Leite), dos ganhadores do prêmio SESC de 2008 (os livros devem ter chegado ontem às livrarias).
O meu nome é legião, do Lobo Antunes.
– Os do Dawkins que eu ainda não tenho: Capelão do Diabo, Desvendando o Arco-íris e A Grande História da Evolução.
Leite Derramado, do Chico. O que me lembra que eu ainda não li Budapeste.
Órfãos do Eldorado, do Hatoum.
Histórias Reais, da Sophie Calle.
O filho eterno, do Tezza.
Flores, do Mario Bellatin.
O Fio das Missangas, do Mia Couto (porque a gente inevitavelmente fala dele).
Deus não é grande, do Christopher Hitchens (porque o Dawkins estimula o assunto).

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FLIP-flops 2009 #2#3#4#5

flip_2009

Depois de uma semana conturbada sem conseguir escrever (já mencionei que ODEIO final de semestre?), já nem sei mais o que falar, já que a eomoção da FLIP já passou, tendo sido afogada pelos problemas do trabalho e pela correria do dia-a-dia. Mas vamos lá:

Dawkins

Conheço pessoas que ficaram decepcionadas com a palestra do Dawkins. Eu, confesso, estava em estado de graça.

Existem algumas pessoas que são fundamentais na nossa formação, e que a gente sempre fica na expectativa de deixar apenas de ler, e ouvir um pouco o que a pessoa (e não seus textos) tem a dizer. Eu esperei ansiosamente pra ver o Dawkins, e, desde que ele não falasse uma besteira monumental, eu sabia que seria ótimo. Não esperava uma palestra científica e nem que alguma polêmica fosse criada. Não esperava isso na FLIP. Se quisesse ver uma discussão científica séria, teria ido vê-lo no Congresso de Comportamento, em GO. A FLIP cada vez menos cria polêmica, quem freqüenta a festa sabe.

Eu vi e ouvi exatamente o que eu esperava. Um pesquisador consciente da sua platéia de leigos, mostrando a paixão pelo seu trabalho, argumentando de forma lógica e coerente seus pontos de vista. Alguém que cativou até os mais reticentes em relação à ciência.

E foi tão tão tão bonito ele falando da sorte de estarmos vivos… O vídeo abaixo mostra exatamente este pedaço da mesa:
Mesa 5 – Deus, um delirio – FLIP 2009

Aqui tem outro trecho interessante.

A mesa foi muito bem mediada pelo Boccanera, que fez até piadas na hora certa. Dawkins e ele pareciam muito bem entrosados.

Eu fiquei emocionada, de verdade.

Fiquei um pouco decepcionada na hora dos autógrafos porque não estavam deixando a gente sequer apertar a mão do cara, mas vou guardar aquele rabisco na minha muito antiga edição de Blind Watchmaker como se fosse um tesouro. E ainda encontrei, na fila dos autógrafos, a pessoa responsável pela minha paixão pelo Dawkins. Foi pessoalmente muito significativo.

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Lobo Antunes

Estou até agora tentando encontrar o velho mal humorado de quem tanto me falaram.

Foi muito emocionante ver a conversa com Lobo Antunes, sua paixão por escrever, saber de sua ligação com o Brasil, ouvir uma pessoa despida da soberba tão comum no meio lietarário e em todos os meios em que há holofotes. Foi bonito ver ele emocionado, arrancando lágrimas da platéia, como Adélia Prado fez há alguns anos.

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Chico Buarque

Vamos combinar: o Chico poderia ler a letra de “Atirei o pau no gato” que a mulherada ia suspirar do mesmo jeito. (rs)

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Lançamento Dicionário Amoroso + surpresa

Depois do inesperado sucesso da mesa sobre o acordo ortográfico na Casa de Cultura (com Ondjaki e Marcelino Freire, mediada pelo MM <3), podemos dizer que o lançamento com feijoada do Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa bombou. Tanto que a feijoada acabou rapidamente, e cerca de 30 livros foram vendidos.

Eu quase fiquei roxa de vergonha quando uma moça muito simpática, cujo nome acabei não perguntando por conta da vergonha, que faz parte de um grupo de leitura chamado Ágora, disse que visitava este humilde bloguito e que gostava das coisinhas que eu faço. Fiquei com taaaaanta vergonha, que acho que nem agradeci. Então, aproveito para agradecer publicamente, e pedir que, se por acaso ela voltar, se identifique. 🙂

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FLIP-flops 2009 #1

flip_2009

Cheguei há pouco. Muitas coisas pra falar sobre a FLIP. Preciso organizar as idéias. Ainda estou sob o efeito de Dawkins e Lobo Antunes. Algumas (bem poucas) fotos. Muito trabalho acumulado, no entanto. Então as coisas sairão aos poucos.

Mas vim pensando na volta: acho que gostei muito dessa FLIP também porque passei menos tempo pegando sereno vendo os outros bebendo cerveja no Coupé. Gostei dos dias e das noites.

***

Gustavo, se você vier aqui, please, be nice. (rs)

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Hoje tem lançamento!

Hoje, 2 de junho, a partir das 19h30, é o lançamento, na Livraria da Travessa de Ipanema, do Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa. Organizada em parceria por Marcelo Moutinho e pelo português Jorge Reis-Sá (e editada pela Casa da Palavra), a antologia reúne escritores de Brasil, Portugal, Angola, Moçambique e Timor-Leste, todos eles países lusófonos. Os 35 autores desenvolveram contos, poemas ou ensaios a partir de uma palavra de sua livre escolha.

Um detalhe importante: o livro NÃO levou em conta as normas do acordo ortográfico. Ou seja, é Português à moda antiga 😉

Clique abaixo no convite para ver detalhes.

Te espero lá!

convite

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Já chegou!

O novo livro do Dawkins já chegou ao Brasil!

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Na semana que vem já vou garantir o meu exemplar, que, espero, será devidamente autografado na FLIP. 🙂

Mais informações, aqui no site da Companhia das Letras.

Para comprar, veja onde e por quanto aqui.

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