
Depois de uma semana conturbada sem conseguir escrever (já mencionei que ODEIO final de semestre?), já nem sei mais o que falar, já que a eomoção da FLIP já passou, tendo sido afogada pelos problemas do trabalho e pela correria do dia-a-dia. Mas vamos lá:
Dawkins
Conheço pessoas que ficaram decepcionadas com a palestra do Dawkins. Eu, confesso, estava em estado de graça.
Existem algumas pessoas que são fundamentais na nossa formação, e que a gente sempre fica na expectativa de deixar apenas de ler, e ouvir um pouco o que a pessoa (e não seus textos) tem a dizer. Eu esperei ansiosamente pra ver o Dawkins, e, desde que ele não falasse uma besteira monumental, eu sabia que seria ótimo. Não esperava uma palestra científica e nem que alguma polêmica fosse criada. Não esperava isso na FLIP. Se quisesse ver uma discussão científica séria, teria ido vê-lo no Congresso de Comportamento, em GO. A FLIP cada vez menos cria polêmica, quem freqüenta a festa sabe.
Eu vi e ouvi exatamente o que eu esperava. Um pesquisador consciente da sua platéia de leigos, mostrando a paixão pelo seu trabalho, argumentando de forma lógica e coerente seus pontos de vista. Alguém que cativou até os mais reticentes em relação à ciência.
E foi tão tão tão bonito ele falando da sorte de estarmos vivos… O vídeo abaixo mostra exatamente este pedaço da mesa:
Mesa 5 – Deus, um delirio – FLIP 2009
Aqui tem outro trecho interessante.
A mesa foi muito bem mediada pelo Boccanera, que fez até piadas na hora certa. Dawkins e ele pareciam muito bem entrosados.
Eu fiquei emocionada, de verdade.
Fiquei um pouco decepcionada na hora dos autógrafos porque não estavam deixando a gente sequer apertar a mão do cara, mas vou guardar aquele rabisco na minha muito antiga edição de Blind Watchmaker como se fosse um tesouro. E ainda encontrei, na fila dos autógrafos, a pessoa responsável pela minha paixão pelo Dawkins. Foi pessoalmente muito significativo.
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Lobo Antunes
Estou até agora tentando encontrar o velho mal humorado de quem tanto me falaram.
Foi muito emocionante ver a conversa com Lobo Antunes, sua paixão por escrever, saber de sua ligação com o Brasil, ouvir uma pessoa despida da soberba tão comum no meio lietarário e em todos os meios em que há holofotes. Foi bonito ver ele emocionado, arrancando lágrimas da platéia, como Adélia Prado fez há alguns anos.
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Chico Buarque
Vamos combinar: o Chico poderia ler a letra de “Atirei o pau no gato” que a mulherada ia suspirar do mesmo jeito. (rs)
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Lançamento Dicionário Amoroso + surpresa
Depois do inesperado sucesso da mesa sobre o acordo ortográfico na Casa de Cultura (com Ondjaki e Marcelino Freire, mediada pelo MM <3), podemos dizer que o lançamento com feijoada do Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa bombou. Tanto que a feijoada acabou rapidamente, e cerca de 30 livros foram vendidos.
Eu quase fiquei roxa de vergonha quando uma moça muito simpática, cujo nome acabei não perguntando por conta da vergonha, que faz parte de um grupo de leitura chamado Ágora, disse que visitava este humilde bloguito e que gostava das coisinhas que eu faço. Fiquei com taaaaanta vergonha, que acho que nem agradeci. Então, aproveito para agradecer publicamente, e pedir que, se por acaso ela voltar, se identifique.



Ola Flavia!!!!realmente vi que vc ficou um pouco envergonhada!, desculpe-me,não queria fazer isso, mas a emoção de encontrar pessoas que só conhecia virtualemnte me fez falar coisas sem parar, obrigada pela referência de “uma moça”! meu nome é angela, e realmente gosto muito do seu trabalho!são peças muito bonitas!Então, agora que já passei por aqui, te desejo um otimo final de semana, bjos
Angela! Que bom que você veio!
Eu não pareço, mas sou tímida! rs Muito obrigada, de novo.
Seja super bem vinda aqui. E volte sempre!
Beijos.
A Flip foi mesmo linda e concordo com vc, especialmente sobre o Chico e o Lobo. Ah, o blog é ótimo, mesmo. Música e literatura. Visitarei mais.
Bem vindo!