A missão: Completar 101 metas previamente estabelecidas no período de 1001 dias.
Critérios: As tarefas precisam ser específicas, realistas, mensuráveis e exigir algum esforço da sua parte, mesmo que pequeno.
Mais sobre o projeto aqui.
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Minha lista:
Início: 15 de janeiro de 2010
Término: 12 de outubro de 2012
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Corpo, mente, beleza
1. Ir à academia regularmente
2. Perder 6 kg
3. Ir ao dentista a cada 6 meses
4. Ir ao ginecologista a cada 6 meses
5. Ir ao psiquiatra
6. Fazer TCC
7. Fazer análise não-TCC
8. Fazer shiatsu/acupuntura a cada 6 meses, pelo menos
9. Recolocar piercing na orelha
10. Fazer tatuagem no pé
11. Fazer tatuagem no ombro
12. Fazer as unhas pelo menos uma vez por mês
13. Ir ao dermatologista
14. Ir à ortomolecular
15. Tomar menos refrigerante
16. Diminuir o consumo de cafeína
17. Passar filtro solar diariamente
18. Me dar um “one-day spa” por ano
19. Fazer ioga
Metas profissionais e educacionais
20. Submeter artigos do doutorado
21. Arrumar os arquivos no computador
22. Cadastrar referências no Endnote
23. Fazer curso de SI
24. Acabar curso de espanhol
25. Ler mais jornal (na internet)
26. Ter dois projetos de pesquisa aprovados
27. Publicar 4 artigos científicos
28. Aprender italiano
Metas culinário-gastronômicas
29. Fazer receitas do Mastering the Art of French Cooking (nem todas, claaaro)
30. Comprar panela WOK
31. Comprar livro Chef Profissional
32. Comprar multiprocessador com moedor de carne
33. Experimentar uma comida que nunca comi
34. Fazer 30 novas receitas
Artesanato
35. Fazer uma peça por final de semana para o Natal
36. Participar de bazares regularmente
37. Aprender a costurar roupas
38. Fazer um trabalho de crochê inteiro
39. Pintar peças de madeira acumuladas
40. Dar presentes de Natal feitos por mim
41. Comprar balancim pra forrar botões
Finanças e etc.
42. Manter conta bancária no azul
43. Guardar um real no cofrinho por dia
44. Juntar dinheiro todo mês, aconteça o que acontecer
45. Manter planilha de gastos em dia
Passeios, viagens, lazer
46. Ler um livro não-científico por mês
47. Conhecer uma praia nova no NE
48. Visitar Sarah
49. Ir a Sampa
50. Fazer uma viagem de carro relax
51. Visitar amigas no Sul
52. Ir ao cinema sozinha
53. Sair mais com as amigas
54. Fazer passeio ecológico (Patagônia, Galápagos etc.)
55. Visitar 10 cidades que eu não conheço
56. Fazer um piquenique (com cesta e toalha quadriculada)
57. Conhecer três novos destinos ecológicos no Brasil
58. Fazer passeios ecológicos/turísticos no Rio
Organização e prazer pessoal
59. Manter agenda semanal atualizada
60. Organizar escritório
61. Arrumar armário regularmente
62. Renovar carteira de motorista
63. Digitalizar documentos
64. Digitalizar fotos antigas
65. Enviar cartões de Natal pelo correio
66. Fazer nova lista de 101 coisas em setembro de 2012
67. Emoldurar poster
68. Imprimir fotos
69. Participar do Project 365
70. Ter mais um gato
71. Visitar mais meus avós
72. Voltar a tocar violão
73. Correr de Kart
74. Fazer lista das 101 coisas que me fazem feliz
Compras
75. Wii
76. iPhone
77. Carro
78. Câmera fotográfica digital profissional
79. Trocar óculos
80. Relógio
81. Calça jeans (boa)
82. DVD Mary Poppins comemorativo
83. Melissa
84. Tênis Adidas clássico
85. Maquiagem
86. Perfume
87. Roupas para o trabalho novo
88. Nintendo DSi
89. 5 All-Star
90. iPig
91. Bota de caminhada
92. Mochila de campo
93. Roupa de mato
94. Lomo
Desejos muito íntimos que não podem ser revelados
95. Desejo muito íntimo 1
96. Desejo muito íntimo 2
97. Desejo muito íntimo 3
98. Desejo muito íntimo 4
99. Desejo muito íntimo 5
100. Desejo muito íntimo 6
101. Desejo muito íntimo 7













Nós, biólogos, somos considerados muito esquisitos pelos amigos não-biólogos. Somos felizes de calças cáquis e pares de botas, jalecos, aventais e luvas, mochilas e carros imundos. Não paramos de trabalhar nunca: sempre há algo a ser feito e têm que nos obrigar a aceitar a aposentadoria. Achamos lindo ver uma semente germinar, uma flor desabrochar, filhotes de animais “esquisitos” nascerem. Podemos passar horas observando o comportamento das criaturas mais estranhas. Nos sentimos em casa dentro da floresta, com mosquitos, carrapatos, aranhas e cobras. Ou na praia, num lago, num laboratório. Adoramos gráficos, contas, estatística, simulações de computador e equipamentos complexos de última geração. Temos uma linguagem própria e costumamos nos esquecer que as outras pessoas não nos entendem. A mídia nos detesta, diz que não sabemos conversar. Temos certeza de que a nossa é a melhor profissão do mundo: cuidamos da vida. É sem dúvida uma das carreiras mais altruístas: zelamos pelo bem estar da humanidade. Nossa vaidade se restringe ao número de trabalhos publicados e ao número de alunos que orientamos. Alguns de nós nasceram com a vocação se ser professor e somos irritantes porque queremos ensinar todo mundo o tempo todo. Se nos for permitido, trabalhamos de domingo a domingo, porque “aquele” modelo está rodando no computador ou porque “aquele” trabalho de campo não pode ser deixado pra depois ou porque há sempre textos a ler e artigos a publicar. Damos palestras por prazer. Nossa ambição não é ganhar dinheiro, é publicar na Nature. Não queremos ser famosos, queremos ser úteis.
Acabei de passar para a turma do primeiro período o impactante documentário vencedor da Academia Européia de Filmes em 2004, O Pesadelo de Darwin (

